quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Versos em pessoa



Ando de mãos dadas com Fernando Pessoa…. tem sido meu companheiro de vida. Sua poesia tem algo de visceral, inexplicável e relutante. Não a sinto como os frios críticos que procuram uma razão estética para a sua existência. Suas palavras são tão geniais como a forma com que ele deu vida aos seus heterônimos. Com tantos 'eu's' em apenas um, me identifico com Alberto Caeiro que surge de uma espécie de bestiário medieval. Sim! Ele nunca guardou rebanhos…. mas era como se os guardasse.

Sinto que nossas almas são realmente como pastores que conhecem o vento e o sol…. à doce brisa e a furiosa tempestade. É, meu poeta, realmente pensar incomoda como andar na chuva. Mas a chuva só incomoda se você luta contra ela. Só incomoda se você não sabe cantar junto dela. Já que para você, ser poeta era sua maneira de está sozinho…. para mim, sua poesia é uma maneira de nunca me sentir sozinha. Sim! eu também nunca guardei rebanhos, mas era como se os guardasse. 

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